sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Abraça-me!!!

Meu corpo informe, contra toda natureza
resistia dentro de uma "bolsa" mal nutrida de afeto e gordura,
sentia frio....
E eu que nem ciência tinha implorava: Abraça-me!
Para que assim Tua Mão poderosa aquecesse meu espírito.
Então, num sopro de milagre entre a existência e a partida
Numa incubadora fria, nenhuma palavra dizia, mas com o coração
clamava: Abraça-me!
Não fui amamentada ao seio, nem tive boneca de porcelana;
Canela fina e pensamentos desnudos.
Nos braços da adolescencia fui o mais complexo adulto,
ainda assim clamava á responsabilidade: Abraça-me!
E eu abracei meu filho.
Agora com maturidade o frio arrepia o intelecto, e eu
envolvo meus pensamentos, com sonhos, com forte alento.
É a caneta tão macia? Ou tem braços como o urso?
È quente o papel que recebe a minha tinta?
Cantei junto a mulher de trinta...
E ainda vazia baixinho eu confesso:
Abraça-me...
Abraça-me meu amigo quando as lágrimas caem
e os ideais frustram-se...
Quando eu te procuro á meu lado e vejo somente
um corpo desprovido de compaixão e revestido de belos músculos.
E a ultima lágrima grita, sem mais esperar que você me abrace!
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