terça-feira, 18 de julho de 2017

Meu inesquecível amigo...

Meu inesquecível amigo... obrigada pela sua visita hoje á tarde, Obrigada por não ter levado em conta as vezes que eu te convidei e não te dei atenção. Você poderia não ter voltado, ou ter esquecido de mim, mas mesmo assim, você veio quando gritei por você! Quando precisei da sua amizade, dos seus conselhos, da sua sabedoria, da sua direção. Você estava esperando eu chamar, como foi bom conversar contigo. Você não reparou no meu cabelo despenteado, meu rosto sem maquiagem, roupas velhas de ficar em casa. Não ligou por estar lavando a louça quando te chamei, não reparou se tinha poeira no piso, nem na marca do sabão em pó que uso para lavar a roupa... Você simplesmente veio, ouviu, abraçou, respondeu! Você mostrou tanta lealdade como jamais eu fui capaz de retribuir, você mostrou tanto amor e compreensão que jamais poderei pagar, você me lembrou princípios e direções que eu havia esquecido e deixou-me chorar em seu ombro e me refazer dos efeitos dos meus erros, dores e frustrações. Muitas vezes você veio passar a tarde comigo e foram especiais e preciosas, mas hoje eu sei meu amigo que ficará marcado sua visita, não esqueceremos, porque hoje eu te vi! Te senti, te toquei! Você ouviu minhas canções, leu meus poemas , você não os rejeitou, porque hoje eu te recebi de alma nua, sem máscaras, perfumes, ou fantasias. Hoje era somente nós e a Tua presença me refez. Quero que venhas sempre, sempre e sempre outra vez, lembrar-me quem sou e quem és. De tudo destas férias o que mais sentirei falta é desses momentos em que fostes meu socorro, meu tesouro, meu acalento... Eu queria parar o tempo e ficar contigo ...Espirito Santo!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

26!!!

Escreverei o mais belo poema nas linhas do teu Coração Se não conseguir por ser pequena Refaço, não vejo problema, serás minha inspiração Concede a ousadia da dança Em teu olhos a paz da aliança Relembras sublime paladar? Em teus lábios vou mais flutuar! Desfrutar do prazer da companhia Amar por mais tempo e menos espaços Esquecer o mundo em teus braços Convidar a esperança a alegria... Se a luta ferrenha chegar Lembrarei que tens força além de tuas mãos As agruras são só ilusão Que não podem tua fé apagar! A dor ficará no passado Dividiremos carinho, afago... E se for pouco estás contratado Pra mais 26 anos me amar Crescer comigo e envelhecer ao meu lado! Syl

Bienal 2016

Amigas Curam

Amigas Curam Eu andava tão sozinho Sem alguém pra conversar A maquiagem da ilusão Escondeu meu coração Estava a me sufocar... Os meus sonhos já frustrados Meus projetos fracassados Os meus erros escondidos Os circuitos percorridos... Eu não podia me mostrar. Mas, recebi uma cura, várias curas! Alguém parou pra me ouvir Sem julgar, sem ressentir Abraços e passos que procuram Amigas curam, sim curam amigas curam em Deus!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Romance Gospel Juvenil

Livro Um novo Começo Prólogo Já não tinha graça minhas idas e vindas com Paulo, e eu me senti verdadeiramente órfã quando Márcia engravidou. Depois de tanto tempo eu achei que já havia perdoado meu pai, depois de tudo que fiz e dele haver me perdoado também, mas não o perdoei. Ele queria curtir aquela gestação, acompanhar consultas ao obstetra, ultrassonografias, enxoval do bebe, passar mais tempo com ela...e eu queria que ele se sentisse culpado cada vez que olhasse para aquela barriga e em parte eu estava conseguindo. Márcia passava mais tempo no escritório que antes, o clima em casa estava péssimo, e eu trabalhava arduamente para piorar tudo. Minha parte boazinha estava adormecida e esta era a milésima vez que eu e Paulo estávamos dando um tempo (ou seja, como sempre ele pedira outro tempo). Lá no fundo eu sabia que Paulo só estava brincando comigo enquanto não achava nada mais interessante e eu também estava de alguma forma brincando com ele. Brincando de querer parar o tempo na adolescência... Até que apareceu alguém...Alguém por quem me apaixonei perdidamente, alguém que estava a procura de uma mulher e eu ainda estava internamente atrasada e sabia que ele não esperaria eu sair do casulo e resolver minhas birras com meu pai ou minha paixão platônica de infância por Paulo e sabia que ia perder, porque este “não”, veio de alguém que eu não podia contestar. 176 páginas Sylvia Feitosa
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Crer

Se eu acreditar em Você não vai doer caminhar assim Quem sabe meus pés não cansarão nem calos o importunarão Se eu acreditar e seguir Contigo a caminhada pode não ser o que espero, mas... será tudo que eu preciso no caminho pra chegar Se eu acreditar em você a decepção não vai doer, nem a traição aceder, nem haverá gritos em minha alma. . Ou sangue do coração ferido. Haverá muitas cicatrizes, mas não serão feias, não serão obscenas. Serão apenas história de uma história superada. Se eu acreditar em Ti, estarei segura estarei curada e enfim... Estarei feliz! Sílvia Seny

Gratidão

Cada sonho é assim... um gosto de ahhhhhhh!! Como descrever gratidão? Como falar de um azul profundo no céu dos neurônios ou uma nuvem branca na brisa do pensamento? Então ver o sonho chegar é assim...Como água fresca no sol escaldante... Quando a força do olhar embaça e a estrutura vacila nos forçando a olhar pra cima. Como dizer apenas " muito obrigada"? É tão pouco pra dizer, Então em silencio eu curvo a fronte e uma lágrima escorre... Não há nada a dizer... Eu só posso sentir, só posso crer! Não há como retribuir, nada se aproximaria, mas eu sei que entendes as letras, interpretas as páginas, inspiras o tema e enfim... formas em mim o que só Tu poderias por de tão peculiar e nasce a escrita! Sylvia Feitosa

sábado, 2 de janeiro de 2016

Nada é impossível...
uma mistura de sonhos
o cavalgar da noite em poucas horas
minha filha fazendo enxoval
eu apaixonada pela vida
um ano que foi embora e
não levou todas suas lágrimas ainda
um novo ano que não consegue reprimir
um grito de euforia: Eu sonho, ainda vivo!


Sylvia



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Livros Romance Gospel






http://romancegospeljuvenil.blogspot.com.br/

livros Romance gospel e Juvenil


disponível para download




sábado, 4 de abril de 2015

Matemática & Outros Contos

Projeto Ler & Criar A literatura uniu os integrantes da U.E. Silvia Gama Balaben numa criativa e surpreendente coletânea. Lançamento Abril/2015. Matemática & Outros Contos é uma leitura leve, gostosa, que desperta no leitor a curiosidade e a imaginação. Prazer em ler! Sylvia Seny http://picasion.com/A assessoria Ler & Gostar editou e publicou a coletânea
http://picasion.com/

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Tudo é aprendizado


A vida é um exímio mestre...

Numa ultima viagem que fiz de SP para ATA, no primeiro andar do ônibus quando fui procurar minha confortável poltrona de numero 27 do lado da janela, a mesma já havia sido ocupada pelo integrante de um grupo de dez jovens que estavam indo pra Araçatuba para trabalhar em um dos eventos da virada cultural.
Bem contraditoriamente ás regras das “damas na preferencial” eu cedi meu lugar e fui sentar na parte inferior do ônibus na poltrona de numero 50, no corredor.
Tentei descansar mais não consegui. Como nada é por acaso fiquei ouvindo a conversa dos passageiros ao lado, uma senhora de cinquenta anos que vamos chamar apenas de Maria; avó de uma criança de um ano e meio. Maria contava sua história de vida ao passageiro do lado, um senhor bem distinto beirando seus sessenta anos aproximadamente; este ouvia com atenção o relato da avó que teve que assumir os cuidados da netinha. Amizade firmada. O senhor brincava com a criancinha aqui chamada apenas de “Gi” e esta intitulou-o de “vovô”.

Tentei dormir mais a pequena criança estava inquieta. Comecei a observar melhor o desenrolar da prosa.
Bem, “vovô” disse uma frase que em fez ascender o celular e escrever este artigo no escuro:
“As crianças são as maiores líderes que existem. Monopolizam nossa atenção e conseguem o que desejam sem nenhum esforço.”
Pensei: Uma criança traz consigo a ousadia de descobrir o novo. Seus olhos ávidos observam tudo á sua volta com a esperança de que tudo sempre estará bem.
Envelhecemos nosso espírito porque a preocupação toma conta de nossos pensamentos, a ansiedade tem nos levado aos consultórios psiquiátricos e á calmantes e antidepressivos. (“Quem não for como uma criança não herdará o reino dos céus...”).
Precisamos ter a auto confiança de uma criança, que caindo aprendeu andar e descobre maravilhada que pode correr. Desfrutar cada segundo da vida absorvendo o melhor de cada momento. Resumidamente como Gi, precisamos reaprender a viver.

Choveu de espumar

Choveu de espumar
Sylvia Seny

O causo é verídico.
Estava em plena adolescência, na fase em que os hormônios e o coração dançam no mesmo ritmo. Éramos  bons amigos até então. Bom, nem tão amigos assim...!
Eu já tinha uma quedinha por ele, e ele era um tanto tímido.
Numa conversa no ônibus, (que eu pegava propositalmente no mesmo horário que ele) na volta do trabalho, marcamos um cinema para o sábado próximo.
Só que o passeio não aconteceu porque ele tinha que ser guia turístico para a mãe que acabara de chegar a São Paulo e queria visitar uns parentes.
Mas, o programa não foi frustrado totalmente, eu fui insistente, remarquei o compromisso pro domingo.
Bem, o encontro para ir ao cinema em Santo André seria no bairro onde minha irmã morava. Fui dormir na casa dela no fim de semana. No entanto, as dificuldades estavam apenas começando. Minha irmã saiu no domingo e eu estava jogando vôlei na rua, tive que pular a janela pra tomar banho e trocar de roupa.
Só que esqueci minha bolsa no quarto dela e, como ele costumava ficar trancado, não tinha hidratante de pele, nem perfume à vista. Tive que improvisar.
Uma amiga, na época do ginásio, tinha o costume de molhar o sabonete e passar a espuma na pele. Ela dizia que isso hidratava. Eu acreditei! Quase toda dura de sabonete, penteei o cabelo, vesti a roupa da minha irmã que estava à mão e fui ao cinema assistir "Uma cilada para Roger Rabbit".
Mal sabia eu que a cilada era para eu mesma!
Toda tímida, pegamos o ônibus rumo ao centro de Santo André. No caminho caiu o maior toró, eu já estava apreensiva porque achava que ele observava muito as moças dentro do ônibus. Pensei: “Isso não vai virar nem um beijo, quanto mais namoro".
Quando chegou no ponto pra desembarcar, a chuva apertou mais e começamos a correr. Eu mantinha a cabeça baixa e, apavorada, vi que de dentro da moleca de pano que eu usava nos pés começou a sair espuma. Meu pé parecia emanar sabonete conforme eu ia correndo.
Meu paquera apertava minha mão gritando algo que eu nem sequer pensava em ouvir. Achava que ele estava vendo a enxurrada de espuma que escorria da sapatilha. Aí ele parou, girou nos calcanhares de frente pra mim, bem em cima do viaduto onde a chuva teimava em ficar mais intensa. Segurou meus ombros baixou a cabeça e gritou bem alto:
¾ Quer namorar comigo?
Pois é, eu também não acreditei! Que se danasse a espuma! Fiquei na ponta dos pés e danei-lhe um beijo!
Bom, eu só contei pra ele isso dez anos depois. Bendita chuva!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Abraça-me!!!

Meu corpo informe, contra toda natureza
resistia dentro de uma "bolsa" mal nutrida de afeto e gordura,
sentia frio....
E eu que nem ciência tinha implorava: Abraça-me!
Para que assim Tua Mão poderosa aquecesse meu espírito.
Então, num sopro de milagre entre a existência e a partida
Numa incubadora fria, nenhuma palavra dizia, mas com o coração
clamava: Abraça-me!
Não fui amamentada ao seio, nem tive boneca de porcelana;
Canela fina e pensamentos desnudos.
Nos braços da adolescencia fui o mais complexo adulto,
ainda assim clamava á responsabilidade: Abraça-me!
E eu abracei meu filho.
Agora com maturidade o frio arrepia o intelecto, e eu
envolvo meus pensamentos, com sonhos, com forte alento.
É a caneta tão macia? Ou tem braços como o urso?
È quente o papel que recebe a minha tinta?
Cantei junto a mulher de trinta...
E ainda vazia baixinho eu confesso:
Abraça-me...
Abraça-me meu amigo quando as lágrimas caem
e os ideais frustram-se...
Quando eu te procuro á meu lado e vejo somente
um corpo desprovido de compaixão e revestido de belos músculos.
E a ultima lágrima grita, sem mais esperar que você me abrace!

Leio,logo existo!


Outro dia li um artigo sobre objetivo e bem estar: “Todos temos objetivos, sem dúvida,
inclusive com relação a nós mesmos. Mas às vezes pode ocorrer que um objetivo não foi
definido da melhor forma. Um destes casos é o objetivo negativo, isto é, definimos algo
que não queremos, ao invés de algo que queremos. Isto é como chegar na comida por quilo
e dizer que não quer carne de porco, não quer macarrão, não quer feijoada... Em algum
momento deve-se pensar em algo que se quer.”

A leitura, o conhecimento, o saber nos dão uma ampla visão,
relaxam, instruem e porque não dizer: libertam! Dinamizam
a escolha do querer, e do agir.

Quem pensa Lê, quem lê reflete mais, quem reflete mais não toma
atitudes impensadas.

Voltar á inocência...e acreditar em Ti






Deixem-me a sós com meu Pai!


Saiam todos da sala, tranquem a porta e me deixem a sós. Quero contar minhas queixas, gritar minhas angustias , aproveitar a deixa...
Quero chorar toda mágoa, quero confessar que magoei. Quero admitir que errei.Algumas vezes propositamelmente e aceitar o castigo, mas quero me abrir contigo, Pai e mais ninguém!
Quero enumerar minhas fraquezas, quero uma audiência! Quero ser criança outra vez!
Quero reinvidicar o que me roubaram, quero que você , Pai, vá lá reclamar o que é meu.
Quero destilar meu veneno, quero me sentir pequeno, pra caber nos braços teus!
Já passei muito além dos trinta,mas ainda tenho aquela pinta acima dos olhos, perto do céu.
Sou eterna adolescente, venho a ti tão carente a te encontrar além do véu.
Pai, já não mais o que faço, tenho no corpo o cansaço de marcas e frustrações. Sei que és tão bom comigo, no espelho eu abrigo a imagem das estações. Gostas deste meu cabelo, e meu corpo em teu zelo tem saúde que é prodígio.
Pai fiquei enamorada, e por paixões erradas eu verti sangue e suor. O meu tempo desperdiçado, não quero mais ver o passado, me abraça diz que acabou!
Pai ,que saudade tenho de ti,por isso hoje volto aqui ...
Quero muito o teu conselho, que me firme em meus artelhos e me faça prosseguir. Oh, Pai deixe-me deitar em colo, recomeçar carreira solo, refazer meu existir.
Sei que és Pai e vês além, me castigas pro meu bem, não conta a mancha que houve em mim. Sabes o tanto que eu chorei, quando em conflito te procurei pra não me deixar partir.
Pai te quero eternamente, ouves o que há me minha mente, conforta-me ou briga comigo!
Pai tu és o rumo, a voz fiel, a paz que me faz adormecer,
Eu te amo de toda minha alma, me conduz em tua calma,
Quero um tempo a sós contigo, meu Pai...Meu melhor amigo!


"Carpe Diem"


A beleza e a felicidade são passageiras, assim como breve é nossa existência. Estamos vivendo num tempo materialista, o capitalismo engolindo a sociedade. As pessoas estão cada vez mais preocupadas em adquirir bens. Vivemos na era do “ter” e não do “ser”. Hoje temos muitos aparelhos eletrônicos e conhecidos virtuais, poucos vão ao cinema, as crianças não brincam mais de carrinho de rolimã. Eles têm videogames e jogos eletrônicos de ultima geração. A morte é tão “comum” nos jogos que penso chegar ao dia que ao perdemos amigo acharemos que ele tem “vidas” reserva.
A concepção de vida apresentada por Horácio é uma vida moderada, equilibrada, comedida, pois; o envelhecimento do corpo não tardará, até que por fim o vigor se perca, se deteriorem os sentidos e chegue a morte, a única coisa certa. É em vão que procuremos descobrir os segredos do universo, de balde tentamos resguardar da fúria da natureza, da fúria das catástrofes, em vão viajamos pelo mundo desvendando os segredos das civilizações antigas, fazendo planos. Ainda que todos os dias se ofereçam sacrifício aos deuses, quer sejamos pobres ou ricos, todos haveremos de transpor esse mundo.
Os bens que possuímos passarão aos herdeiros que desfrutarão do fruto do trabalho de toda nossa lida, Tudo aqui ficará. Sozinhos nós viemos ao mundo, sozinhos voltaremos ao pó. Portanto nos preocupemos em aproveitar o dia “Carpe Diem”, desfrutar a vida, cuidemos principalmente de nossa alma que independe do materialismo que sorrateiramente vai matando nossa humanidade.

Sylvia R.S. Feitosa

Medéia?

Aquela louca , insana, apaixonada, amava tanto!
Amava? Amava nada! Odiava, odiava tanto!
Odiava nada, só destruía a tudo,
a si mesma, a quem amava, a quem confiava ...
Confiava tanto que a si condenava.
Desconfiada tanto. Não confiava nada!
Queria em troca o aprisionamento, a abnegação, a falência ...
A quem amava?
Amava tão somente a loucura,
a loucura que dela emanava!


(S.S.)


Percebemos que o consciente e o inconsciente de Medéia estão numa situação de profundo atrito psicológico: “(...) assim são as indecisões de meu coração: a ira expulsa a piedade, a piedade expulsa a ira”. (Medeia, trad. Leoni, 107).
A partir de uma forte emoção, a saber, com a perda do amor de Jasão, que representava tudo para ela: “... Prepara-te para ser ainda digna de ti mesma. Não há mais nada de sagrado para ti... ”(Medeia, trad. Leoni, 107), Medeia perde as forças para o inconsciente; tem um enfraquecimento,” (...) Ó minha alma, tu vacilas... Por que sou arrastada por impulsos contraditórios, entre o ódio e o amor?” (Medeia, trad. Leoni, 107).
Medeia entranuma situação de “abaissement” pela luta interior que se se encontrava, pois, dentro de si a Medéia que matou o irmão, o tio de Jason e roubou o tesouro do pai, entre outros crimes, tudo em nome do amor; ganha força alimentada pela vingança, (“Meu ódio não foi senão um prelúdio: era possível ousar algo verdadeiramente grandioso com mãos ainda inexperientes?... Agora, só agora sou medeia: meu talento tornou-se grande no mal” (Medeia, trad. Leoni, 107), guiada pela intensidade da ira causada pela dor da rejeição e culmina na loucura. “(...)Sou feliz, sim, sou feliz por ter cortado a cabeça de meu irmão; feliz por ter esquartejado o seu corpo... O meu ódio, tu não deves senão procurar um objeto: seja qual for o crime...” (Medeia, trad. Leoni, 107).

" Pelo menos vir achar razão para viver..."

Fevereiro...
uma incógnita, um vício, meu indicio!


Fevereiro nunca foi um mês fácil pra mim. Um mês tão festivo teve reincidências de luto.
Mas, Fevereiro na sua febre, apenas significa que estou vivendo. Estou sobrevivendo ao dia quente, ainda subsisto após a tempestade.
Apesar do verão , ele me deixa mais dura, mais inflexível, também mais experiente.
As vezes traz torrentes de FlashBack, reflexões que trazem lágrimas repetidas.
Me trouxe presentes e também trouxe dores irreverentes. Ao olhar alheio :flores!
Ao arco-íris pálido: cores ;e ao solitário trouxe inconsequentes amores!

Me deu um "presente de Grego" quando eu queria sossego. E sem eu saber porque era querida, trouxe-me a dádiva da vida.
A vida é um presente que ainda não aprendi a administrar...
Mas aprendi que vale a pena!
Vale a pena tentar...
Vale muito a pena depender do criador.

Fevereiro,
Difícil descrever...
Difícil passar por ele,
imprecíndivel enfrentá-lo...
Um desafio amá-lo!


" Eu sei quem escolheu a gente pra ser um corpo só, só quem me conheceu doente vê como estou melhor assim...O tempo vem, se voce deixar vir..."



Fevereiro 2010